Alianças e associações na América Latina: a complexidade das oportunidades

Mercosul, Aliança do Pacífico, Comunidade Andina. Na América Latina, as regras locais são definidas por acordos regionais. É entendendo como eles se conectam que as empresas leem o mercado.

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Alianças e associações na América Latina: a complexidade das oportunidades

Mais do que sociedades vibrantes, os países da América Latina devem ser entendidos como mercados econômicos emergentes, inseridos num ambiente político e social complexo. Só assim empresas, governos e sociedades vão conseguir aproveitar ao máximo o potencial de crescimento e as oportunidades da região.

Tirar o máximo proveito desse contexto depende de quanta informação se consegue acessar. Quem tem interesses nesses mercados não deve apenas conhecer os poderes locais. Deve também considerar a lógica por trás das regulações regionais. Assim, é possível revelar redes que são cruciais para definir aliados, entender concorrentes e aproveitar atores emergentes. Toda essa informação pode ser esmagadora, já que influenciadores poderosos podem ir de uma pessoa num pequeno povoado a atores internacionais como a OMS, a FDA ou o Banco Mundial. Ainda assim, vivemos num mundo em que a digitalização torna possível direcionar, organizar e gerenciar a informação.

Exemplos claros dessa complexidade são os acordos de cooperação e comércio firmados na região. Muitos países buscam continuamente novas oportunidades de se conectar com seus vizinhos e com algumas das maiores economias do mundo. Associações como o Mercosul, a Aliança do Pacífico e a Comunidade Andina desenvolveram um marco legal e regulatório que facilita o comércio e a cooperação. Isso, porém, também significa que as regulações locais muitas vezes são definidas pelas resoluções dos acordos regionais e adaptadas a partir delas. Essas resoluções, por sua vez, são influenciadas por diversos padrões e diretrizes internacionais.

O Mercosul é uma organização sul-americana criada para promover o livre comércio e a livre circulação de bens, pessoas e moeda. Seu objetivo final é estabelecer um mercado comum como o da UE. No terceiro trimestre de 2018, o Mercosul enfrentou altos e baixos que precisam ser monitorados. De um lado, o bloco tem dificuldade para se manter coeso depois da suspensão da Venezuela como membro, por causa da situação política do país. Seu status quo também está ameaçado pelas eleições no Brasil. De outro lado, o bloco retomou as negociações com a China e a União Europeia. Isso pode significar a expansão de mercados e, portanto, o surgimento de novas oportunidades. As resoluções do Mercosul são incorporadas à legislação nacional. Além disso, ele é o quinto maior bloco econômico do mundo e conecta 295 milhões de pessoas.

Há também a Aliança do Pacífico, um mecanismo de integração econômica e comercial. A Aliança do Pacífico tem um Conselho Empresarial, uma iniciativa privada formada por vários dos empresários mais representativos de cada país-membro. As tentativas de integração na América Latina foram conduzidas pelos governos. O conselho, por sua vez, dá voz ao setor privado nos processos de tomada de decisão que afetam e impulsionam seus mercados. Em 2018, essa Aliança continuou crescendo, com o objetivo de conectar mais do que os atuais 225 milhões de pessoas e 9 milhões de PMEs. No último ano, ela iniciou acordos bilaterais com o Mercosul e com outras potências econômicas globais, como Singapura, Austrália, Canadá e Nova Zelândia. Ao abrir a oportunidade de fazer parte de redes de cadeias globais de valor, ela representa uma das estruturas econômicas mais importantes para o futuro da região.

Há outros mecanismos de integração comercial, como a Comunidade Andina, que estabeleceu zonas de livre comércio e outras regulações. Cada um deles torna o contexto mais complexo. Se quiséssemos ver, por exemplo, como o Peru se conecta aos diferentes mercados, poderíamos expandir as conexões e mapear o poder regulatório de cada stakeholder.

Infográfico de alianças e associações

Assim, para se impor e se destacar no dinâmico cenário geopolítico e econômico da América Latina, é preciso se tornar um ator na definição da agenda local e internacional. Com a tecnologia revolucionária da TSC e a digitalização de processos, é possível conhecer, monitorar e se relacionar com os stakeholders mais relevantes de qualquer mercado, governo ou organização.