Quem é quem na Rede de Santiago

A Rede de Santiago sobre Perdas e Danos foi um teste importante para a COP27. Veja o que ela deve fazer, quem a conduz e onde pode ficar aquém.

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Quem é quem na Rede de Santiago

Um dos pontos-chave da agenda da próxima COP27 é a mobilização da Rede de Santiago sobre Perdas e Danos. Qual é a missão da Rede, quem participa e quais são os desafios e as expectativas? Aqui está um resumo rápido do que você precisa saber sobre a Rede de Santiago.

O que é a Rede de Santiago?

Instituída em 2019 na COP25, em Madri, a Rede de Santiago faz parte do aprimoramento e do fortalecimento do Mecanismo Internacional de Varsóvia para Perdas e Danos (WIM), estabelecido em 2013. O mecanismo facilita e apoia as ações dos países em desenvolvimento em seus esforços para lidar com as perdas e danos associados aos impactos adversos da mudança climática.

negociações climáticas da ONU

Nas negociações climáticas da ONU, Perdas e Danos são tratados pelas seguintes abordagens:

  1. Mitigar perdas e danos: reduzir as emissões de gases de efeito estufa e evitar os danos que elas causariam
  2. Minimizar perdas e danos: ajudar pessoas e comunidades a se adaptar e se preparar na medida do possível
  3. Enfrentar perdas e danos: lidar com as consequências dos impactos climáticos e se recuperar delas.

Como centro de apoio técnico e rede de organizações, a Rede de Santiago busca catalisar o acesso à assistência técnica e organizar sua disponibilidade para países em desenvolvimento vulneráveis que solicitam assistência para perdas e danos, por meio de uma rede de órgãos, instituições e organizações relevantes.

O que são Perdas e Danos?

Perdas e danos é um termo ligado à mitigação da mudança climática.

  • “Perdas e Danos” (com iniciais maiúsculas)
  • Descreve as políticas públicas e os planos usados para lidar com perdas e danos, como os negociados na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
  • “perdas e danos” (com iniciais minúsculas)
  • Descreve a manifestação de impactos da mudança climática que não podem ser evitados (por exemplo, com a redução de emissões).

Quem participa?

Lançada em agosto de 2020, a Rede de Santiago é uma coalizão multistakeholder que inclui diversas organizações e governos em estreita consulta sobre as necessidades específicas de cada país. Entre outros, ela inclui:

  • Banco Africano de Desenvolvimento
  • African Risk Capacity
  • Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility
  • Fundo Verde para o Clima
  • Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF)
  • Fundo Global para Redução de Desastres e Recuperação (GFDRR)
  • InsuResilience Global Partnership
  • Federação Internacional da Cruz Vermelha
  • Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA)
  • Munich Climate Insurance Initiative
  • Overseas Development Institute
  • Comunidade do Pacífico
  • Centro de Serviços Científicos da África Austral para Mudança Climática e Gestão Adaptativa da Terra (SASSCAL)
  • Fundo de Desenvolvimento de Capital das Nações Unidas (UNCDF)
  • Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
  • Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
  • Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres
  • Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas
  • Banco Mundial

Como eles se conectam?

Mapeamos os stakeholders da Rede de Santiago para que você entenda e visualize como eles se conectam entre si.

Rede de Santiago

A Rede de Santiago ainda está no início. Será preciso muito trabalho para estruturar um sistema que apoie o planejamento de soluções, a coordenação e o compartilhamento de conhecimento entre organizações, que facilite novas parcerias e que aproveite os recursos existentes para reduzir a duplicação de esforços. Embora se espere que a Rede de Santiago seja inaugurada na COP27, os países ainda não chegaram a um resultado negociado nem a uma visão comum sobre como essa rede de apoio deve ser.

Com o tempo, espera-se que sejam desenvolvidas funções melhores, alinhadas às necessidades de assistência técnica dos países. Mas serviços de longo prazo e escaláveis em nível planetário exigem tempo, esforço e compromisso para se concretizar.

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